A Comissão de Segurança Pública do Senado convidou o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para prestar esclarecimentos sobre o monitoramento secreto realizado durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas, a Abin teria utilizado um programa israelense para monitorar cidadãos por meio de seus celulares.
Ramagem, que atualmente é deputado federal, não é obrigado a comparecer à comissão por se tratar de um convite, mas espera-se que ele se pronuncie sobre o assunto. A Comissão de Segurança Pública do Senado tem como objetivo investigar o uso indevido de tecnologia de inteligência e monitoramento de cidadãos no Brasil.
A utilização do programa israelense para monitoramento de celulares foi revelada em uma reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”. Segundo a publicação, a Abin teria adquirido a tecnologia em 2020, sem realizar processo licitatório ou autorização prévia do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A reportagem também aponta que a Abin teria utilizado o programa para monitorar membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros adversários políticos do governo de Bolsonaro.
O monitoramento de cidadãos por meio de tecnologias de inteligência é um tema sensível e polêmico, que levanta questões sobre privacidade e direitos individuais. A Comissão do Senado espera que o convite a Alexandre Ramagem possa ajudar a esclarecer as denúncias e aprimorar a regulamentação sobre o uso dessas tecnologias no país.