Por Maurício Nogueira
Nísia Trindade será a primeira ministra substituída pelo presidente Lula em 2025. Em outras palavras, o presidente inicia a tão aguardada reforma ministérial.
A ministra se reuniu com o presidente em uma reunião virtual. O nome cotado para assumir a pasta é o de Alexandre Padilha (PT), que já ocupou o cargo e comanda atualmente a pasta das Relações Institucionais, e está em contato com os técnicos da pasta para transição.
Trindade inaugurou, nesta quinta (20), o Centro de Hidradatação em SP para combater a dengue em Ribeirão Preto-SP. A pasta vai destinar recursos para incremento financeiro emergencial de custeio de resposta a emergênciais em saúde.
Primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde, e uma das poucas mulheres remanescentes nos Ministérios no terceiro ano do governo, Nísia presidiu a Fiocruz entre 2017 e 2022. Parte da chamada “cota pessoal” de Lula e vista como técnica, ela vinha sendo questionada por sua atuação, e agora cede lugar a um dos nomes de confiança do presidente.
O nome de primeira hora postulado pelo PT é Padilha de perfil político, tem bom trânsito no Congresso e com as lideranças do partido, além de ser visto como um nome de confiança do presidente. Caso ele seja deslocado para a Saúde, o nome mais cotado para substituí-lo é o senador Jaques Wagner (PT-BA), considerado articulador habilidoso dentro do Congresso.
Correndo por fora na corrida pelo controle da pasta e bem menos cogitado é Arthur Chioro. Ex-ministro da Saúde e atual presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Ele conta com o apoio de Rui Costa, ministro da Casa Civil, mas sua falta de traquejo político pode pesar contra.
A decisão final deve ser anunciada nos próximos dias, com a possibilidade de que a reforma ministerial se estenda para outras pastas. Como está acima no texto, é só o começo do troca-troca de ministros.