Por Maurício Nogueira
O presidente Lula mandou demitir o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, após operação da Polícia Federal contra fraudes em aposentadorias e pensões. O temor é de que o escândalo se alastre e possa afetar a imagem do governo.
A Secretaria de Comunicação Social do governo confirmou o pedido de Lula para demitir o presidente do INSS.
Stefanutto e mais 5 servidores do INSS foram afastados de suas funções por suposto envolvimento em esquema de fraudes no instituto. Investigação aponta descontos irregulares de até R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões.
A demissão tem de vir por Carlos Lupi (PDT), que é o ministro da Previdência Social, e a informação é de que uma nota deve ser divulgada em breve, ainda nesta quarta-feira (23).
Inicialmente, Lupi tentou manejar o timing do anúncio para não melindrar o Stefanutto num momento de extrema pressão, como informado no blog da Daniela Lima. Para o Planalto, a permanência do chefe do INSS é "impossível".
“A indicação do doutor Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutro Stefanutto é procurador da República, um servidor que, até o presente momento me tem dado todas a demonstrações exemplar, fez parte do grupo de transição do governo anterior pra esse. Vamos agora, no processo que corre em segredo de Justiça, esperar as investigações, que estão em curso. Há esse afastamento dado pela Justiça que nós temos que cumprir a decisão da Justiça. Então vamos aguardar o desfecho desse processo”, disse Lupi durante coletiva de imprensa, não citando exoneração em sua fala.
O presidente afastado do INSS é servidor de carreira desde 2000 e, até pouco tempo, era filiado ao PSB. Atualmente, está filiado ao PDT, de Carlos Lupi, responsável por sua indicação ao cargo.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) fizeram uma operação nesta quarta-feira (23) em 13 estados e no Distrito Federal contra as fraudes.
As entidades investigadas cobravam mensalidades de aposentados e pensionistas, sem autorização. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024.