Por Maurício Nogueira
O deputado federal Luciano Zucco, líder da oposição, protocolou representação criminal na PGR (Procuradoria-Geral da República) para investigar o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, que é irmão do presidente Lula e atua no Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados), ambos dados como suspeitos no escândalo no INSS. Segundo o documento, os dois podem estar envolvidos em um esquema que autorizou, de forma irregular, descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A suspeita surgiu a partir da Operação Sem Desconto, feita pela Polícia Federal. As informações são do R7.
Conforme o documento, os descontos foram autorizados com base em documentos irregulares ou inexistentes, e aplicados diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
O relatório cita que, só em 2024, os descontos atingiram R$ 2,8 bilhões, com a CGU (Controladoria-Geral da União) estimando que mais de 90% desse valor possa ter origem ilícita.
Segundo a representação, o então secretário-executivo do Ministério da Previdência, Wolney Queiroz, ignorou alertas sobre as fraudes desde março de 2023. Relatórios da CGU e do TCU apontam omissão na adoção de medidas preventivas, apesar de indícios robustos e denúncias públicas.
A apuração também relaciona Frei Chico ao Sindnapi, uma das entidades que teria recebido valores fraudulentos, mesmo sem comprovação de autorização dos beneficiários.
Também solicita o afastamento do ministro do cargo e a prisão preventiva de Frei Chico, sob alegação de risco à investigação do escândalo no INSS, dada sua proximidade com o presidente da República.
A reportagem tenta contato com Frei Chico e com o ministro Wolney Queiroz. O espaço segue aberto para manifestação.