Política ZAMBELLI EM FUGA
PGR pede prisão preventiva de Zambelli que foge para os EUA e depois para Itália
Condenada a dez anos de prisão, a parlamentar afirmou que está fora do Brasil para tratamento médico
03/06/2025 17h18 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Reprodução / Redes sociais

Por Maurício Nogueira

A  Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao (Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após ela anunciar que deixou o Brasil “há alguns dias”. Segundo ela, a viagem se deu por conta de um tratamento médico. Mais cedo, PGR se posicionou dizendo que uma das medidas possíveis contra ela seria realmente o pedido de prisão preventiva. Em entrevista a um canal no YouTube nesta terça, a parlamentar disse que pedirá licença não remunerada do mandato para ficar fora do Brasil para tratamento médico. "Podem colocar Interpol atrás de mim, mas não me tiram da Itália", declarou ela, acrescentando que tem cidania europeia. 

A deputada federal Carla Zambelli disse hoje que vai recorrer da decisão do STF que a condenou a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

O advogado dela, Daniel Bialski, informou que, por “questões de foro íntimo”, deixou a defesa da parlamentar após o anúncio.

Zambelli está nos Estados Unidos. Porém, afirmou que vai viajar para a Itália nos próximos dias. Segundo a parlamentar, ela tem cidadania italiana. Ela chegou a ter o passaporte confiscado, em 2023, mas acabou sendo devolvido em seguida.

Futuro provável

Segundo o advogado criminalista e professor Rodrigo Barbosa, o paradeiro desconhecido da deputada Carla Zambelli torna qualquer pedido de extradição mais complexo. A parlamentar diz ter cidadania italiana, mas existe a possibilidade de ela estar nos Estados Unidos.

“Antes de pensarmos na possibilidade de extradição, é preciso saber em qual país ela está no momento do pedido e, eventualmente, em qual país estará se for presa — se isso acontecer. A localização é essencial para determinar a viabilidade de extradição”, explicou.