Política IOF DA DISCÓRDIA
Motta espera reunião com governo, mas pode pautar revogação do IOF na terça
Presidente da Câmara afirmou que lideranças vão analisar medidas alternativas do Planalto em reunião neste domingo (8). Segundo ele, encontro pode definir se derrubada do decreto será pautada na terça (10)
07/06/2025 14h04
Por: Redação
residente da Câmara • Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Por Maurício Nogueira

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse em entrevista a jornalistas, durante o Fórum Esfera 2025 neste sábado (7), que pode pautar a votação de um projeto de decreto legislativo (PDL) para revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na próxima terça-feira (10).

Segundo Motta, o colégio de líderes vai deliberar sobre a possibilidade após a reunião junto ao governo no domingo (8). Na ocasião, o governo federal apresentará um pacote fiscal alternativo à elevação do imposto.

"Temos um respeito muito grande ao colégio de líderes. Vamos amanhã, após a apresentação das medidas do governo, decidir sobre o PDL, que pode entrar na pauta na próxima terça-feira. Tudo isso será deliberado após essa conversa de amanhã”, disse a jornalistas.

Todavia, na sequência, Motta disse que a Câmara não fará “movimentos bruscos”, “para não piorar o que já está difícil”. Além disso, evitou adiantar tópicos a serem debatidos no pacote fiscal e afirmou que a prerrogativa de apresentação das medidas é da equipe econômica do governo.

Antes, no palco do evento, Motta disse que o corte de benefícios fiscais deve ser tratado na reunião com o governo.

"Estamos colocando na mesa de discussão um corte nas isenções fiscais que ao longo do tempo foram dadas ao nosso país. Isenções que chegam a um número não mais possível de suportar pelas contas do nosso país. É uma conta que só aumenta e que não tem absolutamente nada de acompanhamento sobre o que é recebido em troca”, disse.

“Essa pauta, penso eu, será a que nós vamos tratar amanhã com a equipe econômica do governo. Há um sentimento na Câmara e no Senado que a hora de um debate mais estruturante chegou”, completou.