Veículos FÁBRICA CHINESA
Lula participa de inauguração de montadora chinesa no interior de São Paulo
Expectativa da fábrica é gerar 1.000 empregos até o fim do ano; empresa quer investir R$ 10 bi no Brasil até 2032
15/08/2025 09h58
Por: Redação
Presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin / Antonio Cruz / Agência Brasil

Por Maurício Nogueira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (15) da inauguração da fábrica da montadora de veículos chinesa GWM. O evento será em Iracemápolis (SP), distante cerca de 170km da capital paulista. O vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também participa da cerimônia. A empresa espera gerar 1.000 empregos até o fim deste ano. Segundo a GWM, os investimentos no Brasil devem chegar a R$ 10 bilhões até 2032 — são R$ 4 bilhões até o próximo ano, com a inauguração da fábrica, e R$ 6 bilhões de 2027 a 2032.

A montadora chinesa é a primeira habilitada no Programa de Mobilidade Verde (Mover), para produção de veículos híbridos plug-in (PHEV) no Brasil. A meta é atingir 60% de itens nacionais até 2026.

Programa

O Mover, programa do governo federal costurado por Alckmin, foi regulamentado por Lula em abril. O texto estabelece critérios técnicos e ambientais de eficiência energética, reciclabilidade e segurança que importadores de veículos e fabricantes devem seguir para comercialização no país.

A sanção da lei ocorreu no ano passado. O programa prevê um total de R$ 19,3 bilhões de créditos financeiros até 2028 e pode ser usado pelas empresas para abatimento de impostos federais, em contrapartida a investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento e em novos projetos de produção.

O decreto de regulamentação estipula metas de eficiência energética e redução de emissão de CO₂ para veículos leves e pesados.

“Os compromissos incluem a exigência de índices específicos de consumo energético no ciclo ‘tanque à roda’, com manutenção da meta até 1º de outubro de 2026 e cumprimento da segunda etapa da meta até 1º de outubro de 2027, com manutenção da meta até 2031, alcançando uma redução média de 12% no consumo em relação aos veículos comercializados em 2022″, explicou o governo, à época da publicação do decreto.

“Já no ciclo ‘poço à roda’, que considera a redução das emissões de CO2 desde a extração, produção, distribuição de fonte energética e uso de veículos, as empresas terão de cumprir a meta de redução de CO2 até outubro de 2027, com manutenção dos índices até 2031. A meta é reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030, em relação às emissões de 2011″, completou o Executivo.

A GWM espera gerar 1.000 empregos até o fim deste ano. A empresa planeja investir R$ 10 bilhões no Brasil até 2032, sendo R$ 4 bilhões até o próximo ano e R$ 6 bilhões entre 2027 e 2032.

O Mover é um programa do governo federal que regulamenta a produção de veículos híbridos plug-in (PHEV) no Brasil. A GWM é a primeira montadora habilitada nesse programa, que visa atingir 60% de itens nacionais até 2026.

O programa estabelece critérios técnicos e ambientais de eficiência energética, reciclabilidade e segurança que devem ser seguidos por importadores e fabricantes de veículos para comercialização no país.

O Mover prevê um total de R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros até 2028, que podem ser utilizados pelas empresas para abatimento de impostos federais em troca de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e novos projetos de produção.

As metas de eficiência energética e redução de emissões de CO2 estabelecidas pelo decreto de regulamentação incluem uma diminuição média de 12% no consumo de energia em relação aos veículos comercializados em 2022 até 2031 e uma redução de 50% nas emissões de carbono até 2030, em comparação com as emissões de 2011.