Política ANISTIA EM PAUTA
Alvos de Tarcísio são Motta e Alcolumbre em ida a Brasília
Governador retorna pela quinta vez à capital federal desde agosto e também prevê encontros com lideranças de partidos
15/09/2025 09h19
Por: Redação
Marcello Casal JrAgência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desembarca nesta segunda-feira (15) em Brasília para voltar a articular a aprovação de um projeto de lei de anistia. A previsão é a de que ele deixe o Palácio dos Bandeirantes por volta das 16h30 e, mais uma vez, deixe a agenda oficial para articular a pauta da anistia em torno de encontros com autoridades. Ele vai dormir na capital e tem previsão de retorno para terça-feira (16). A informação já tinha sido antecipada pela coluna na semana passada. Assim como da primeira vez, Tarcísio embarca sozinho, sem assessores. A missão tem dois alvos primordiais.

Priemeiro terá encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repúblicanos-PB), e, se tudo der certo se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ao mesmo tempo conversará com lideranças partidárias.

A expectativa é que seja mais fácil convencer Motta a pautar o texto já que, no início do mês, o chefe do Executivo paulista já fez ligações e esteve presencialmente como o presidente da Casa.

Além disso, no caso da Câmara, o governador conta com a pressão dos próprios parlamentares: a conta feita por aliados é de que existem cerca de 300 votos pela aprovação do PL neste momento.

Pedra no caminho

A resistência maior, portanto, estaria com Alcolumbre, que já deu declarações mais firmes de que não deve pautar o texto.

O presidente do Senado chegou a dizer que iria apresentar um projeto alternativo que atualiza a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, mas não prevê perdão aos condenados.

Já Tarcísio defende um texto amplo, que inclua, também, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pessoas próximas a Tarcísio, no entanto, já avaliam que a ideia de Alcolumbre é mais “provável”. Isso porque está alinhada com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e não correria riscos de enfrentar uma judicialização.