Por Maurício Nogueira
Apenas um dia após os protestos pelo país contra a anistia e a PEC da Blindagem, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta disse o Congresso passou pela semana mais difícil de sua gestão, mas que é o momento de tirar da frente todas essas pautas tóxicas. As manifestações, que aconteceram em todas as capitais, foram uma resposta à aprovação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que blinda parlamentares de processos e da urgência do projeto de lei da anistia.
Motta se manifestou em evento voltado ao mercado financeiro em São Paulo. Ao ser questionado sobre as manifestações de domingo, ele disse que os atos contra a anistia e os que aconteceram semanas atrás a favor da anistia "demonstram que a nossa democracia segue mais viva do que nunca".
Em relação à PEC da Blindagem, Motta disse que respeitará a posição que o Senado tiver em relação ao tema, mas que a "Câmara se sente no direito de defender o exercício parlamentar".
Motta ponderou ainda que, apesar do "momento desafiador", o Parlamento tem conseguido aprovar matérias importantes e que o momento agora é de pensar em pautas como imposto de renda e reforma administrativa.
"Essa semana é mais difícil e mais desafiadora, mas este presidente aqui que vos fala, nós decidimos que nós vamos tirar essas pautas tóxicas porque ninguém aguenta mais essa discussão. O Brasil tem que olhar para frente. Nós temos que começar a discutir aquilo que realmente importa, que é a reforma administrativa, que é essa questão do imposto de renda, que é podermos discutir a segurança pública, que é termos uma pauta de entregas à sociedade."
Ainda segundo o presidente da Câmara, o projeto que isenta do pagamento de imposto de renda quem recebe até cinco mil reais por mês será debatido na semana que vem. Havia uma expectativa do assunto entrar na pauta nesta semana, mas segundo Motta, a discussão ocorrerá apenas na semana que vem.