O Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF) protocolou, no Ministério Público Federal (MPF), uma notícia de fato solicitando investigação sobre suposto uso eleitoral da estrutura da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) pelo presidente da entidade, Ricardo Cappelli (PSB). Pré-candidato ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026, Cappelli é acusado de transformar a agência, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em plataforma pessoal e político-partidária.
De acordo com o documento assinado pelos advogados Bruno Rangel e Juan Nogueira, houve um salto expressivo nos gastos com publicidade desde a chegada de Cappelli à presidência da ABDI. Em 2022, os investimentos foram de R$ 398.717,19; em 2024, subiram para R$ 4.452.320,85; e, até outubro de 2025, já somavam R$ 9.655.834,09 — um aumento de mais de 2.300% em três anos.
As suspeitas ganharam repercussão após matéria do portal Diário do Poder. Ex-integrantes da agência relataram a existência de um suposto “bunker político” no Setor Comercial Sul, em Brasília. Segundo os relatos, uma sala no Edifício Ariston teria sido usada para produção de conteúdo eleitoral, gerenciamento de redes sociais e articulação política. O local, supostamente comandado por Bruno Trezena, gerente de marketing da ABDI, operaria de maneira paralela à comunicação oficial da agência, o que, se comprovado, pode configurar campanha antecipada e uso irregular de recursos públicos.
Para o MDB-DF, a gravidade das acusações exige uma apuração independente, já que envolvem possíveis violações administrativas, eleitorais e de improbidade. O partido aponta que a estrutura da ABDI, mantida com dinheiro público, não pode ser instrumentalizada para fins de promoção pessoal. Notícia de fato – MPF – improbidade administrativa)