Quinta, 09 de Julho de 2026
16°C 28°C
Brasília, DF
Publicidade

Identifique sinais de abuso psicológico

Quando falamos de violência ou tortura pensamos logo em agressão física.

Redação
Por: Redação Fonte: Da Assessoria de Imprensa
31/08/2021 às 20h26
Identifique sinais de abuso psicológico
Foto: Shutterstock

Quando falamos de violência ou tortura pensamos logo em agressão física. O abuso ou violência psicológica tem por características palavras ou atos que coloquem a mulher em uma condição de humilhação, privação de sua liberdade de falar ou expressar, ser subjugada. Também gera a degradação da sua moral, quando é impedida de exercer sua vida social ou crença.

É importante sempre falarmos sobre esse tema, pois como não existe uma agressão física com empurrões, socos e sem a utilização da força física, muitas vezes a mulher não sabe que está vivendo uma violência. É interessante notar que o agressor também não entende isso como uma violência. Ele entende que agressão ou violência doméstica é apenas quando tem empurrão, chute ou espancamento. Hoje, como essas mulheres estão tendo voz, entendemos essa violência psicológica, que inclusive consta na lei Maria da Penha e é passível de punição.

O abuso não acontece por acaso ou do dia para noite, a pessoa já vem dando indícios no começo do relacionamento. Por exemplo, se eu tenho um namorado que começa a me limitar em relação aos meus amigos, eventos sociais e pontuando em relação às minhas roupas. Quando esse relacionamento evolui para um noivado ou casamento, a situação pode se estender na vida conjugal. Então, é importante prestar atenção aos sinais.

Vale ressaltar que muitas pessoas acreditam que abuso psicológico só acontece nas camadas mais baixas da sociedade e isso não é verdade. Há casos em que o companheiro aparentemente era perfeito e tinha uma situação financeira boa e se transforma nesse monstro.

O ideal é que, ao se relacionar, a mulher busque conhecer a família, o comportamento do companheiro, como ele era com os antigos relacionamentos, como era a conduta dele em relação a outras mulheres. Pergunte como foi o término, atente-se como ele é com a família, como se comporta, como é no profissional. Assim você passa a conhecer um pouco sobre o comportamento e temperamento desse indivíduo.

Geralmente quem pratica o abuso psicológico está mais caracterizado como abusador e manipulador. Ele faz com que a vítima entenda e acredite que a culpa é dela. Pois são usadas frases como “eu só fiz isso porque você me provocou”. Ou “se você não tivesse feito isso, eu não teria feito aquilo”. A vítima vai sendo envolvida e tendo esse prejuízo psicológico emocional. Ela se deprime e fica buscando nela o porquê dele agir assim.

O trabalho do psicólogo é fazer a mulher perceber e reconhecer que está vivendo isso. Existe essa dificuldade de reconhecer que tudo que ela passa, mesmo sendo verbalmente, constitui-se como violência. Isso causa danos emocionais, diminuição da autoestima e prejuízo no desenvolvimento pessoal e profissional dessa mulher. O sentimento dela é de estar acuada, humilhada e com medo. Existe um medo grande dela sair desse relacionamento e/ou tomar qualquer atitude.

Os psicólogos recebem e acolhem mulheres fragmentadas e desacreditadas, pois, como não existem marcas físicas, seu discurso muitas vezes é desvalorizado. No processo terapêutico, objetivamos reestruturar essa autoestima e desconstruir crenças disfuncionais e ressignificar os fatos, buscando libertá-la do trauma dessa relação. Em alguns casos, é preciso passar por um longo processo psicológico. É importante mostrar que existe vida após o abuso e essa mulher merece e tem o direito de ser feliz.

*Alessandra Augusto é formada em Psicologia, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Sistêmica e Pós-Graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia e voluntária no Projeto Justiceiras. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você.

 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Foto: Divulgação
CUIDADO Há 4 anos

Esteja atento aos sinais de depressão em idosos

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos seis a cada 100 pessoas, entre 65 e 74 anos, serão diagnosticadas com depressão. Além disso, estima-se que 85% dos idosos residentes em países em desenvolvimento não têm acesso a tratamento de saúde adequado para a depressão.

Foto: Divulgação
DESAFIOS Há 4 anos

Não deixe o medo da mudança te paralisar

Muitas pessoas não gostam de mudanças, pois as obrigam a sair da zona de conforto. Neste lugar, tudo funciona. Os pensamentos e comportamentos não provocam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco.

Foto:Anete Lusina no Pexels
SAÚDE Há 4 anos

Love bombing: Fique atento a declarações de amor exageradas

Love Bombing significa "bombardeio de amor” e tem como principal característica declarações exageradas e apaixonadas principalmente em relacionamentos muito recentes. Infelizmente, precisamos estar atentos a esse tipo de demonstração, pois pode indicar que a pessoa com quem estamos pode ser um manipulador ou até mesmo um golpista.

Foto: Divulgação
BUSCA Há 5 anos

Persistência: A busca pelo objetivo e o medo do fracasso

Em momentos de crise, muitas pessoas deixam de ter persistência, perdendo o foco e o empenho para conquistar seus sonhos e objetivos. Antes de falar sobre a batalha diária, que é ir em busca de um objetivo, é preciso entender e classificar o que seria o sonho e o que acontece com os nossos pensamentos ao fazer essa identificação.

Foto: Divulgação
RECOLOCAÇÃO Há 5 anos

Terapia Cognitiva-Comportamental e recolocação do mercado de trabalho

O momento que vivemos, por si só, já é um grande causador de quadros depressivos e de transtornos de ansiedade. Ao somar com a falta de espaço no mercado de trabalho, o sofrimento torna-se pior e, com isso, a desesperança toma conta.