Quinta, 09 de Julho de 2026
16°C 28°C
Brasília, DF
Publicidade

Entenda sobre o Transtorno Opositivo Desafiador

Toda criança faz birra e isso é normal. Mas devemos estar atentos se o pequeno tem um padrão frequente e persistente de raiva ou irritabilidade em relação aos pais e figuras de autoridade. Se isso acontecer pode ser Transtorno Opositivo Desafiador (TOD).

Redação
Por: Redação Fonte: Da Assessoria de Imprensa
03/02/2022 às 11h52
Entenda sobre o Transtorno Opositivo Desafiador
Foto:Imagem Pexels-Stephen Andrews

Toda criança faz birra e isso é normal. Mas devemos estar atentos se o pequeno tem um padrão frequente e persistente de raiva ou irritabilidade em relação aos pais e figuras de autoridade. Se isso acontecer pode ser Transtorno Opositivo Desafiador (TOD).

No TOD os comportamentos são mais agressivos do que os de seus colegas da mesma idade.Uma forma de diferenciar uma birra comum da presença do TOD é a gravidade do comportamento opositivo e a duração que ocorre. Para serem diagnosticados com TOD, é necessário ter problemas de comportamento extremos há pelo menos seis meses.

Às vezes, é difícil reconhecer a diferença entre ‘personalidade forte’ e o transtorno. Os sinais de TOD geralmente começam durante os anos pré-escolares. Podem acontecer casos de se desenvolver mais tarde, mas em sua grande maioria ocorre antes dos primeiros anos da adolescência. O comportamento causa prejuízos significativos na família, nas atividades sociais e na escola.

Sintomas comuns do transtorno são estar incomumente zangado e irritado; perder a paciência e irritar-se com facilidade; discussões constantes com figuras de autoridade; recusa a seguir regras e comportamento vingativo.

Após o diagnóstico, é necessário e prudente fazer uma investigação sobre a presença das outras três comorbidades mais comuns associadas ao transtorno: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Humor Bipolar (THB). Ignorar a possível presença destes transtornos em conjunto com o TOD pode atrasar o processo terapêutico da criança em tratamento. Além de trazer mais prejuízos.

O tratamento do TOD é um tratamento multidisciplinar orientado por pediatras e psiquiatras. A medicação tem apenas a função de diminuir as crises de raiva e fazer com que a criança tenha mais flexibilidade para lidar com as frustrações de seu dia a dia, mas apenas tem efeito quando aliada a outros tipos de terapia, como a Terapia Cognitiva Comportamental. Caso desconfie que uma criança possui TOD Leve-a para uma consulta com o pediatra.

(*) Dr Clay Brites é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); Speaker of Neurosaber Institute.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Foto: Divulgação
ALIMENTAÇÃO Há 3 anos

Meu filho não quer comer

A primeira coisa que oriento aos pais quando a criança não quer comer é que levem a um profissional para que seja feita uma avaliação pediátrica, nutricional e, especificamente, com um nutricionista especializado em problemas alimentares. A abordagem deve ser multidisciplinar e ampla.

Foto: Freepik
AUTISMO MITOS Há 4 anos

Principais mitos sobre o autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que leva à significativo impacto na percepção social e na comunicação e afeta também a área motora, sensorial e cognitiva e se manifesta de forma variada e individualizada.

Foto: Freepik
SAÚDE Há 4 anos

Principais vacinas e reações em bebês

Ao nascer, o bebê tem poucas defesas para combater infecções e as vacinas são muito importantes pois ajudam a estimular o sistema de proteção do organismo. Com isso, diminui o risco de a criança ficar doente pois ela passa a ter menos chances de adquirir infecções severas as quais afetariam seu neurodesenvolvimento.

Fotos: Divulgação
TDH Há 5 anos

Neurologista infantil com TDAH lança livro sobre o tema

Apesar do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) atingir entre 5% e 6% da população mundial infantil e entre 2% e 3% da adulta, no Brasil, o tema é pouco esclarecido e ainda gera muitos mitos. Pensando nisso, o pediatra e Neurologista Infantil Dr. Clay Brites lança o livro “Como lidar com mentes a mil por hora”, pela editora Gente. A proposta é levar informação baseada na ciência de forma simples para pais, profissionais das áreas de saúde e educação, além de interessados.

Foto:Pexels
AUTISMO Há 5 anos

Por que o autismo em meninas é menos comum?

As diferenças existentes normalmente quando comparamos comportamentos típicos de homens e mulheres podem fazer com que as meninas tenham o diagnóstico de autismo com mais atraso do que os meninos.