
A República Democrática do Congo começará a usar uma vacina contra o Ebola já na próxima semana para combater um novo surto no leste densamente povoado do país do centro da África, que surgiu no momento em que se declarava o fim de uma epidemia anterior.
Quatro pessoas foram diagnosticadas com Ebola no interior e nos arredores de Mangina, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros da fronteira com Uganda, e 20 outras morreram com sintomas semelhantes aos da febre hemorrágica sem serem examinadas para detectar a doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o novo surto representa um grande perigo regional por causa da proximidade de países vizinhos.
As autoridades já estão adotando medidas para usar uma vacina fabricada pela Merck que se tornou a maior arma contra a disseminação da cepa virulenta do vírus conhecida como Zaire e que ajudou a conter a epidemia anterior.
“Acho que podemos começar a usar a vacina já no início da próxima semana”, disse o ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga, à Reuters nesta sexta-feira. Cerca de 3 mil doses foram armazenadas na capital Kinshasa depois do último surto, afirmou ele, e a OMS disse que outras 300 mil doses podem ser fornecidas no curto prazo.
“Todas as equipes a caminho estão sendo atualizadas, e estamos trabalhando na cadeia fria”, explicou, referindo-se às medidas complexas necessárias para manter as vacina bem abaixo do zero em um clima tropical sem fontes de energia confiáveis. “Tudo isto estará disponível muito rapidamente”.
O Ebola, que causa febre hemorrágica, vômitos, diarreia e muitas vezes até a morte em humanos, tem um hábitat natural nas densas florestas equatoriais do Congo, onde morcegos infectados são suspeitos de transportá-lo a longas distâncias.
A epidemia mais recente é a décima no Congo desde que o vírus foi descoberto perto do rio Ebola em 1976. Um surto no oeste africano, ocorrido entre 2013 e 2016, matou mais de 11.300 pessoas.
Fonte: Notibras