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Ministro Wellington Dias afina plano integrado do Governo Federal e de Roraima

Transcrição reunião dos ministros do Desenvolvimento e Assistência Social com ministra da Saúde , e Governador de Roraima

Redação
Por: Redação Fonte: MDS
27/01/2023 às 09h20 Atualizada em 27/01/2023 às 10h51
Ministro Wellington Dias afina plano integrado do Governo Federal e de Roraima
Foto: Roberta Aline/ MDS

Transcrição reunião dos ministros do Desenvolvimento e Assistência Social com ministra da Saúde , e Governador de Roraima

MINISTRO WELLINGTON DIAS:

O Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Saúde aqui, com a ministra Nísia Trindade, aqui a presença do governador Denarium, a presença aqui do senador Iran Gonçalves, a presença aqui do ex-governador Flamarion, também aqui de secretários, como a secretária Gerlane. A gente trabalhou aqui uma agenda com um olhar especial, da importância de trabalharmos juntos, o governo nacional, o governo do estado, que também lá se integra com os municípios, para esse momento especial de Roraima. E aqui uma agenda na área de soluções para desafios que temos na saúde, no social e em outras áreas, não é verdade, ministra?

MINISTRA NÍSIA TRINDADE:

É verdade, ministro Wellington. Estamos aqui ouvindo o governador Denarium, ouvindo também o senador Iran Gonçalves, ouvindo o ex-governador Flamarion, e pensando estratégias para a solução da crise ianomâmi, foco muito importante neste momento da saúde indígena e do Ministério da Saúde. Pensando as ações de curto prazo, mas também ações permanentes, que possam fazer com que a responsabilidade do Ministério da Saúde, na atenção primária, e o trabalho integrado da saúde junto aos municípios e ao estado de Roraima, possam levar o cuidado, a atenção e a superação da grave crise que nós vivemos hoje, neste momento.

SENADOR IRAN GONÇALVES:

Quero agradecer a presteza com que vossas excelências nos atenderam aqui, em nome do governo de Roraima, do povo de Roraima, e realmente o nosso espírito é de realmente nos responsabilizarmos juntos as esferas federal, estadual e municipal, como preconiza o nosso maior patrimônio, que é o Sistema Único de Saúde (SUS), que está incorporando aqui esse ministro muito competente, que nos dá todo apoio. Ministro Wellington, muito obrigada, em nome do povo de Roraima.

Transcrição do governador de Roraima – Antonio Denarium

Vamos receber equipes técnicas do ministério da Saúde, Desenvolvimento Regional e, também, do ministério do Desenvolvimento Social. Iremos fazer um levantamento específico das comunidades indígenas e vamos pautar cada necessidade que tem em saneamento básico, educação e saúde dando prioridade para fazer o atendimento emergencial qualificado para os nossos povos indígenas. A parceria com o ministério da Saúde, que o responsável pela saúde indígena, precisa da parceria do governo do estado para fazer um atendimento amplo e melhor para as comunidades indígenas.

Corrupção e negligência

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse nesta quinta-feira, 26, que a crise sanitária vivida pelo povo Yanomami é resultado da negligência do governo anterior, da renúncia de responsabilidade por parte de órgãos fiscalizadores e de corrupção. Investigações dão conta, de acordo com Dias, de desvios no processo de compra e fornecimento de medicamentos, que deveriam ser entregues a povos nativos. “Houve relatos por parte de lideranças de fortes indícios de desvios. Medicamentos não chegavam a unidades de saúde. Ministro Flávio Dino comanda, nesse momento, essa investigação”, disse.

Responsabilidade Gov Bolsonaro

O ministro reiterou sobre a ausência coordenada e a irresponsabilidade do governo Bolsonaro.  Ele disse que, a ver o cenário de guerra em Roraima, soube entender que houve uma intenção flagrante de desmantelar políticas públicas, embora o acesso dos indígenas a serviços de saúde, já fosse difícil. “Começou a investigação. É uma tragédia que ainda estamos longe de saber a dimensão. Cada vez que vai avançando, vão se descobrindo novas situações. Território protegido e tantas pessoas que não são indígenas chegaram lá. Por quê? Como se desativou todo o sistema de unidades de saúde, unidades escolares, o abastecimento de alimentação, o cadastro no Auxílio Brasil. Por que tão poucos estão na base. Incluindo Roraima e Amazonas, acho que são apenas cerca de 1.800.

“Não é tarefa fácil”

De acordo com Dias recuperar a dignidade de toda aquela comunidade não será tarefa fácil. “Não pensem que é fácil. Em Roraima, são cerca de 78.500 indígenas. Há ainda 115 mil venezuelanos. São 6 línguas diferentes. A necessida é real de cuidar da educação. Um olhar especial para a cultura, as tradições, e avançar para a qualidade de vida. O que encontramos ali é algo que tem de ser olhado, mas é um retrato de todo o Brasil, em relação à comunidade indígenas”, disse.

Intenção era de sufocamento?

Perguntas que ainda estão sem respostas mobilizam o Ministério, disse Wellington Dias. “Era para isolar, exterminar, expulsar, sufocar, não dar condições? Essa situação de pele e osso ninguém chega da noite para o dia”, disse. A CASAI, casa de atendimento, estava em situação de abandono. O que ocorreu: Alguém deu comando para interromper? Houve desvio de recursos para toda a atenção em educação, em saúde? A presença ali, dos policiais, se desativou por quê? Por que parou o apoio? A parte externa, coordenada pelo governo de Roraima, teve atendimento para a atenção de saúde. Do outro lado não? Porque era área de mineração?”, perguntou.

Indígenas e cadastro único

O ponto de partida do Ministério do Desenvolvimento Social, afirmou Dias, é o cadastramentos das famílias, no CadÚnico, para atendimento dos programas sociais. “É um plano, que a cada dia dá um passo a frente. É dar condição de dignidade, de qualidade de vida.  A ordem do presidente é tratar com toda a prioridade. Com esse olhar emergencial”, disse.  “Precisamos de mais do que atualização. É trazer para dentro”, poutuou.

Engajamento e Comitê

O ministro afirmou da necessidade do engajamento de todos os governos e sociedade civil. “Na visita que fizemos, por meio do comitê, vimos que temos que dar as mãos: governo federal, estadual, municípios, quem puder ajudar. É uma tragédia que estamos longe de saber a dimensão”, disse o ministro, que questionou pontos da ausência do poder público durante o último governo. “Como se desativou a saúde dessa forma? Escolas, sistemas de alimentação? Como não fizeram cadastro dessas famílias?”, pontuou.

De acordo com Dias a tragédia de Roraima ainda tem proporções inimagináveis, que precisam sofrer investigação, e responsabilização dos culpados. “A partir de agora, vamos saber a real dimensão. O que houve pra chegar a esse ponto. Houve desvio em recursos para educação, saúde? Porque parou fornecimento? A parte politica ela teve atendimento de saúde. Por que? Para exterminar, sufocar..? Não se chega a situação de crianças a pele e osso. “A hora é de dar as mãos, salvar vidas, a investigação prossegue, e o nosso trabalho, também, disse ele.

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