
A polícia norte-americana acredita que crimes de ódio motivaram os atentados deste último fim de semana no Texas e em Ohio
Crimes de ódio, terrorismo doméstico. São essas as suspeitas exploradas pelas autoridades norte-americanas depois dos tiroteios ocorridos no último fim de semana em El Paso, cidade fronteiriça do estado do Texas, e em Dayton, em Ohio. Morreram 29 pessoas nos dois ataques, ocorridos em intervalo de 13 horas.A expressão crime de ódio foi empregada pelo governador do Texas, Greg Abbot, para descrever os acontecimentos de sábado (3) em um supermercado de El Paso. Um homem de 21 anos, identificado como Patrick Crusius, da cidade texana de Allen, a 1.046 quilómetros de distância, matou ali 20 pessoas a tiro.
O governo mexicano já confirmou a morte de sete cidadãos do país no tiroteio de El Paso. Mais seis estão entre os 26 feridos. O ministro dos Negócios Estrangeiros do México, Marcelo Ebrard, não excluiu um pedido de extradição do atirador. “Para o México, esse indivíduo é um terrorista”, afirmou.
Ohio
Treze horas depois do tiroteio no supermercado de El Paso, um segundo ataque com arma de fogo causou a morte de nove pessoas e feriu 27 em Dayton, no estado do Ohio. O atirador, que usava uma máscara e equipamento de proteção no corpo, foi morto pela polícia menos de um minuto após os disparos.
O autor desse ataque foi identificado como Connor Betts, de 24 anos. A irmã, Megan Betts, foi uma das pessoas mortas.Até agora, a polícia de Dayton recusa-se a falar sobre possíveis motivações.
Com informações da Agência Brasil