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Nove em cada dez pacientes na lista de transplante de rins aguardam pelo órgão

Segundo informações do Ministério da Saúde, homens entre 50 e 64 anos são maioria na fila de espera; órgão pode ser doado em vida

Redação
Por: Redação
13/03/2025 às 11h05 Atualizada em 13/03/2025 às 12h03
Nove em cada dez pacientes na lista de transplante de rins aguardam pelo órgão
Equipe de transplante em ação / Divulgação / Governo do Rio de Janeiro / Divulgação

Por Maurício Nogueira


No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (13), dados do Ministério da Saúde mostram que 42.005 pessoas aguardam um transplante do órgão no Brasil. A maioria dos pacientes na fila é composta por homens entre 50 e 64 anos, mas também há 383 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos à espera do procedimento. Especialistas destacam que os rins são essenciais para o funcionamento do organismo, pois filtram o sangue e auxiliam na eliminação de toxinas.

Por serem dois, os rins podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento, sem comprometer a função renal do doador.

O órgão desempenha três funções principais:

Eliminação de toxinas: remove substâncias como ureia, creatinina e ácido úrico, resultantes do metabolismo corporal

Equilíbrio hídrico do organismo: regula a quantidade de água, sais e eletrólitos no corpo, prevenindo inchaços (edemas) e o aumento da pressão arterial

Produção de hormônios:

 - Eritropoetina: estimula a produção de glóbulos vermelhos
 - Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio, fortalecendo os ossos
 - Renina: contribui para a regulação da pressão arterial
 - Fila de transplante

O painel de doação de órgão, procedimento feito exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mostra que a procura pelo órgão corresponde a nove em cada dez casos na fila de transplante. O segundo colocado, o fígado, conta com 2.299 pacientes.

Painel da lista de espera por um transplante de rimReprodução/Ministério da Saúde - 12.3.2025

 

Cuidados com os rins

Para manter os rins saudáveis, evitando danos irreversíveis para a função renal, é imprescindível:

 - Manter uma atenção rigorosa sobre a pressão arterial;
 - O controle da glicemia e da hipertensão no diabético;
 - O diagnóstico da hipertrofia prostática;
 - Detecção precoce de anormalidades urinárias congênitas na infância.
 - Transplantes realizados

Em 2024, o Brasil realizou 6.316 transplantes de rins em 2024, sendo a maioria em pacientes homens. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking dos estados com o maior número de operações. O número é maior do que o de 2023, quando foram feitas 6.211 transplantes.

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