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Como Virgínia Fonseca, alguns famosos poderão ser ouvidos pela CPI das Bets

Como a CPI tem prazo para funcionar apenas até meados de junho, os senadores devem acelerar os depoimentos

Redação
Por: Redação
17/05/2025 às 10h51
Como Virgínia Fonseca, alguns famosos poderão ser ouvidos pela CPI das Bets
Virgínia Fonseca conseguiu ficar em silêncio para não responder perguntas que a incriminasse no STF / Marcos Oliveira / Agência Senado

Por Maurício Nogueira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets avança no Senado e mantém no radar vários influenciadores digitais que divulgaram plataformas de jogos online. Depois dos depoimentos de Virginia Fonseca e Rico Melquiades, outros nomes populares da internet e da televisão estão na lista da comissão para serem interrogados.

Virginia foi ouvida na terça-feira (13), e Rico, na quarta (14). Ambos compareceram à CPI como testemunhas, não como investigados, e tiveram garantido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) o direito de permanecerem em silêncio em perguntas que poderiam incriminá-los.

Outro nome previsto para depor era o da advogada Adélia de Jesus, mas ela foi dispensada após conseguir um habeas corpus no STF.

Apesar disso, os parlamentares ainda manifestam interesse em ouvi-la presencialmente, já que ela teria ligação com a empresa Playflow, responsável por processar pagamentos de sites de apostas.

Além dela, a CPI pode convocar nomes como:

 - Viih Tube
 - Eliezer do Carmo
 - Rodrigo Mussi
 - Felipe Neto
 - Felipe Prior
 - Pâmela Drudi (namorada do empresário Fernandin OIG, associado ao chamado “jogo do tigrinho”)
 - Jon Vlogs
 - Gkay
 - Jojo Todynho
 - Wesley Safadão
 - Tirulipa
 - Mayk Santos de Souza

Muitos desses pedidos de convocação já foram aprovados, mas os depoimentos ainda não têm data marcada. Como a CPI tem prazo para funcionar apenas até meados de junho, os senadores devem acelerar os interrogatórios nas próximas semanas.

O que a CPI das Bets investiga

A comissão foi instalada com o intuito de investigar a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, além da possível associação com organizações criminosas envolvidas em práticas de lavagem de dinheiro.

Os senadores também querem apurar o uso de influenciadores digitais na promoção e divulgação dessas atividades.

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