
Por Maurício Nogueira
A possibilidade de haver aumento da carga tributária aumenta, exponencialmente, o descontentamento até do mercado financeiro, além de comprometer a popularidade do governo federal. Em resposta à pressão, Hugo Motta pautou para a próxima segunda-feira (16) a urgência de um decreto legislativo que visa derrubar a medida provisória do governo, o que, na prática, pode reverter o aumento do IOF aos patamares anteriores.
O presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniram no sábado (14) no Palácio da Alvorada para discutir a crescente insatisfação do Congresso Nacional com a política fiscal do governo.
O encontro, que durou mais de duas horas e não constou na agenda oficial, teve como foco principal a recente medida provisória que altera o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxa investimentos antes isentos, como LCIs e LCAs.
O pacote fiscal do governo, que visa cumprir as metas para 2025 e 2026, inclui, além do aumento do IOF, a elevação da tributação sobre casas de apostas, fintechs, juros sobre capital próprio e mudanças na cobrança do Imposto de Renda sobre investimentos.
A falta de medidas efetivas de corte de gastos tem sido o principal ponto de discórdia, intensificando a resistência ao pacote. O clima de otimismo inicial, após uma reunião de líderes partidários com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada, se desfez rapidamente.
Motta, que inicialmente classificou o encontro como “histórico”, posteriormente afirmou que o Congresso não havia firmado “compromisso” de aprovar o novo pacote.