
Por Maurício Nogueira
A queda e braço por causa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que dividiu Congresso e Planalto, deverá ser discutido entre os dois Poderes antes da reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), de 15 de julho. A indicação de uma conversa prévia é uma aposta de líderes partidários, que avaliam, sob reserva, a necessidade de um encontro antes da reunião definida pelo ministro Alexandre de Moraes. Essa possível reunião ainda não tem data definida, mas é vista como uma forma de se chegar “a mesma página”.
Deputados também defendem que a derrubada do decreto não foi inconstitucional, conforme tem sido destacado pelo governo Lula, e que a decisão para sustar os efeitos foi motivada pelos impactos que a elevação do imposto poderia alcançar.
Oposicionistas ainda criticam a decisão de Moraes em pedir por uma conciliação, e avaliam o ato como uma ação além das competências da Corte.
Governistas, por sua vez, defendem a continuidade do aumento do IOF para um menor impacto nas contas públicas, e preveem um novo contingenciamento de gastos caso a medida não seja mantida.
Motta defende diálogo
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (8) não ter uma agenda prevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas se disse aberto ao diálogo.
“Não tem nada marcado ainda”, afirmou. “Nós vamos dialogar com todo mundo. A intenção é de encontrar uma saída”, emendou, em outro momento.