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Comando da CPMI do INSS escapa do governo e Carlos Viana presidirá comissão

Senador de Minas teve o apoio da oposição e indicou o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar para a relatoria

Redação
Por: Redação
20/08/2025 às 11h45
Comando da CPMI do INSS escapa do governo e Carlos Viana presidirá comissão
Waldemir Barreto/Agência Senado

Por Maurício Nogueira

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura o escândalo de fraude que vitimou aposentados e pensionistas, elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente. O relator será o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Oposição impôs derrota ao governo Lula. 

Depois do início da CPMI, na manhã desta quarta (20), foi realizada a eleição do presidente da CPMI. Com uma surpresa. O apadrinhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e -- chegado ao presidente Lula --, escolhido para comandar os trabalhos, Omar Aziz (PSD-AM) foi derrotado para o senador Carlos Viana, que recebeu 17 votos. Houve comemoração e sorrisos fartos por parte de parlamentares da oposição ao ser conhecido o resultado da votação

Aliado do presidente Lula, o senador Aziz acusou a presidente da sessão, senadora Tereza Cristina (PP-MS), de encerrar a votação antes do prazo para que todos os parlamentares registrassem suas escolhas.

Na presidência, Viana indicou o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (União-AL) como relator. Segundo o parlamentar mineiro, seu trabalho não será de prejudicar o governo petista ou culpar a gestão de Jair Bolsonaro (PL), já que os descontos ilegais teriam começado em 2019.

“Quem está aqui é um presidente eleito que quer esclarecer o que aconteceu, pedir a punição dos culpados e principalmente gerar novos projetos e políticas que não permitam a repetição de um momento tão vergonhoso para o Brasil como o desvio de dinheiro de aposentados, pensionistas, pessoas que trabalharam uma vida inteira e depositaram a confiança na Previdência, outros que dependem da Previdência para a sua sobrevivência por necessidade, por idade”, declarou.

Sem acordo, a vice-presidência do colegiado será decida na próxima sessão.

Principal aposta da oposição para desgastar o governo Lula, a CPMI será formada por 16 senadores, com o mesmo número de deputados, além de outros 32 suplentes, que têm até 120 dias para concluir seus trabalhos.

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