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Bolsonaristas torcem o nariz para promessa de Alcolumbre de “anistia alternativa”

Ele quer apresentar e votar um “texto alternativo” ao da Câmara sobre a anistia ao 8 de Janeiro

Redação
Por: Redação
03/09/2025 às 14h41 Atualizada em 03/09/2025 às 16h47
Bolsonaristas torcem o nariz para promessa de Alcolumbre de “anistia alternativa”
Jefferson Rudy/Agência Senado.

Por Maurício Nogueira

O presidente do Senado, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, prometeu apresentar um projeto que reduza as penas para quem não participou do planejamento ou financiamento da tentativa de golpe.

Lideranças bolsonaristas do Congresso reagiram, nesta quarta-feira (3), à promessa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de apresentar e votar um “texto alternativo” ao da Câmara sobre a anistia ao 8 de Janeiro.

Parlamentares bolsonaristas — que articularam durante o fim de semana a adesão de partidos do Centrão à proposta, como o União Brasil de Alcolumbre, — dizem ter sido pegos de surpresa com o anúncio do presidente do Senado.

“Ele pode falar o que ele quiser. Vamos votar na Câmara. Aí eu quero ver ele segurar”, disse à coluna o líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ).

Líder da oposição no Senado e ex-ministro de Jair Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), também reagiu. À coluna, Marinho disse não ter sido consultado por Alcolumbre sobre o tema e ressaltou que a anistia tem de ser “ampla, geral e irrestrita”.

“Anistia é ampla, geral e irrestrita. Vamos a voto”, afirmou o senador do PL.

A “anistia alternativa” de Alcolumbre

Ao deixar o Senado na noite de terça-feira (2/9), Alcolumbre disse ao jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico que apresentará um texto próprio sobre a anistia. Segundo ele, o texto trará a diferenciação entre organizadores e participantes do 8 de Janeiro.

“Eu vou votar o texto alternativo, é isso que eu quero votar no Senado. Eu vou fazer esse texto, eu vou apresentar”, disse o presidente do Senado.

A fala de Alcolumbre foi vista como uma reação à reunião de líderes da Câmara da terça-feira.

No encontro, siglas do Centrão, como PP e União Brasil, se juntaram ao PL e defenderam a votação da anistia após o fim do julgamento de Jair Bolsonaro no STF.
 

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