
Por Maurício Nogueira
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou suas redes sociais neste domingo (14) para criticar duramente o que chamou de “circo armado” em torno da internação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em prisão domiciliar, ele foi submetido a um procedimento médico em Brasília, que contou com forte aparato policial, que Carlos classificou como humilhante e desproporcional.
“Estou com meu pai e presencio a continuidade do maior circo armado da história do Brasil”, escreveu Carlos em publicação no seu perfil do X (antigo Twitter). Segundo ele, o comboio da Polícia Federal que acompanhou Bolsonaro ao hospital contou com mais de 20 homens armados com fuzis, além de mais de 10 batedores.
Carlos relatou que, já dentro do hospital, Bolsonaro era vigiado por homens fardados e armados, o que classificou como uma tentativa deliberada de constrangê-lo. “Como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar”, escreveu, referindo-se às restrições impostas ao pai.
“Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo, em nome da tal ‘missão dada, missão cumprida’ — até mesmo durante uma cirurgia! Isso é método de abate!”, escreveu.
Bolsonaro foi internado em um hospital particular de Brasília neste domingo e já recebeu alta após realizar um procedimento de retirada de uma neoplasia — que pode ser uma mancha ou uma pinta, com características benignas ou malignas — da pele.
O ex-presidente foi recebido no local por um grupo de apoiadores, vestidos de verde e amarelo e com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. No entanto, ele não interagiu com o público.
Na última quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu por maioria condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista, com regime inicial fechado.
A pena foi proposta pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, que foi seguido por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.