
Da Redação / O Dia DF
Antes das eleições, o Congresso Nacional deve deixar em segundo plano algumas das pautas mais importantes que estão em discussão. A tendência é que temas como a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e a regulamentação das terras raras só avancem depois das eleições de outubro. A avaliação ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelar a sessão prevista para esta quinta-feira por falta de acordo político entre as lideranças.
Na prática, esse adiamento acaba transferindo decisões relevantes para o cenário político que surgirá das urnas. Dependendo de quem sair fortalecido nas eleições, a disposição para votar ou modificar essas propostas pode mudar significativamente. O próprio andamento da PEC do fim da escala 6×1 já vinha sendo retardado no Senado por falta de definição sobre sua tramitação e calendário de votação.
Independentemente da posição de cada cidadão sobre essas propostas, o adiamento reforça como o calendário eleitoral influencia o ritmo do Congresso. Em anos de eleição, é comum que parlamentares evitem votar temas polêmicos ou de grande impacto político antes da definição do novo cenário, deixando decisões importantes para o período pós-eleitoral, quando haverá mais clareza sobre a correlação de forças no Legislativo e na relação com o futuro governo.
A impressão é de que algumas dessas pautas ficarão condicionadas ao resultado das urnas. Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito e consiga manter ou ampliar sua base de apoio no Congresso, propostas como o fim da escala 6×1 e a regulamentação das terras raras poderão encontrar um ambiente político mais favorável para avançar. Por outro lado, um resultado eleitoral diferente poderá alterar as prioridades do Legislativo e o ritmo de tramitação dessas matérias.
*Com informações Notibras.