
POR CAIO BARBIERI / JANELA INDISCRETA
Depois de um breve período afastado das rodas políticas e sociais de Brasília, o lobista amapaense Sílvio Assis voltou à cena.
Na semana passada, ele promoveu uma confraternização no Lago Sul, lotada de convidadas mulheres. Entre as moças, chamava a atenção uma advogada desconhecida no meio jurídico, mas que falava em nome de escritório de primeira linha da cidade.
Sílvio Assis ganhou notoriedade em Brasília por se valer da proximidade com políticos para facilitar acesso a contratos de governo. Em 2018, o amapaense chegou a ser preso no âmbito da operação Registro Espúrio.
Gravações telefônicas interceptadas com autorização judicial flagraram o lobista negociando pagamento de R$ 3,2 milhões em propina para facilitar a liberação de registros sindicais no Ministério do Trabalho. O esquema foi denunciado pela revista Veja.
No auge de seu prestígio político, Sílvio Assis lançou o portal de notícias Fato Online, com sede em Brasília. Mas, em menos de um ano, o projeto foi extinto porque o empresário deixou de pagar os funcionários. Em função do calote, o lobista responde a dezenas de ações trabalhistas.
