
Brasília registrou inflação de 1,18% em fevereiro, sendo a terceira maior taxa entre as 16 regiões metropolitanas/municípios pesquisados, e o maior valor para o mês de fevereiro desde 2005 (1,54%). Ficou 1,13 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de janeiro (0,05%) e foi superior ao calculado em nível nacional (0,86%). São dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado hoje (11/03) pelo IBGE. Na variação acumulada no ano, o índice está em 1,23% e na variação acumulada em 12 meses, 4,45%, registrando a menor taxa do país neste indicador.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Brasília, oito apresentaram altas em fevereiro, sendo transportes o grupo com a maior variação mensal (4,32%) e maior impacto (0,94 ponto percentual) no cálculo do índice geral. Foi a maior variação mensal desde setembro de 2018, quando o grupo registrou alta de 4,46%. Destaque para altas nos preços do item combustíveis (11,13%) e, principalmente, seu subitem gasolina (11,43%), registrando o maior percentual de aumento entre as 16 regiões metropolitanas/municípios pesquisados. Destaques também para as altas de 9,65% e 5,77% nos subitens transporte por aplicativo e passagem aérea, respectivamente.
O grupo saúde e cuidados pessoais (0,93%) teve o segundo maior impacto (0,13 ponto percentual) no índice de fevereiro. Destaques para subitens como perfume (5,66%), hormonal (3,75%) e produto para pele (3,65%).
Em fevereiro, o grupo alimentação e bebidas apresentou a menor variação mensal, 0,04%, desde julho de 2020, quando a taxa ficou em -0,31%. O acumulando no ano está em 1,26% e o acumulado em 12 meses está em 12,52%. Este último, apesar de alto, é o menor entre as 16 regiões metropolitanas/municípios pesquisados. Entre todos os produtos e serviços pesquisados na capital federal em fevereiro, os subitens com maiores variações acumuladas em 12 meses são: cebola (109,66%), óleo de soja (104,19%), limão (91,65%) e arroz (69,12%).
Segue o gráfico com as variações mensais e acumuladas (%) por grupo para fevereiro de 2021 em Brasília.

Fonte: IBGE, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 janeiro a 1° de março de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2020 a 28 de janeiro de 2021 (base). Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.