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Boeing 737 MAX volta a ter problemas e pode ficar sem voar novamente

Um novo problema elétrico foi reportado pela empresa para 16 companhias clientes. No Brasil, apenas a Gol utiliza a aeronave.

Redação
Por: Redação Fonte: G1
12/04/2021 às 11h07 Atualizada em 12/04/2021 às 11h11
Boeing 737 MAX volta a ter problemas e pode ficar sem voar novamente
Boeing 737 Max da American Airlines — Foto: AP

A Boeing anunciou nesta sexta-feira (9) um possível problema elétrico em suas aeronaves 737 MAX, recomendando a 16 empresas que utilizam o modelo que verifiquem a existência da avaria antes de continuarem operando com ele. No Brasil, a única companhia que utiliza o 737 MAX é a Gol.

De acordo com o comunicado da Boeing, o problema pode estar em um aterramento insuficiente para um componente do sistema de energia elétrica do avião.

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com a Agência Nacional de Aviação Civil dos Estados Unidos (FAA) nesta questão. Também estamos informando nossos clientes sobre a numeração das aeronaves afetadas e forneceremos orientações sobre as ações corretivas apropriadas", disse a empresa.

Histórico turbulento

Em março de 2019, os 737 MAX foram obrigados a ficarem no chão depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.

Um painel da Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737 MAX resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA. "Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA", concluiu o relatório.

Em meio à crise, a Boeing decidiu também rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área da aviação comercial da Embraer, que previa a criação de empresa conjunta de US$ 5 bilhões que teria controle da gigante americana.

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