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Sedutor para muitos e "o novo" nas Eleições 2024, diz o que o povo quer falar, mas promete muito

Pablo Marçal entrou na corrida pela prefeitura de São Paulo como um fenômeno das redes sociais e apoio de Bolsonaro, como eminência parda

Redação
Por: Redação
01/09/2024 às 18h01 Atualizada em 01/09/2024 às 20h11
Sedutor para muitos e "o novo" nas Eleições 2024, diz o que o povo quer falar, mas promete muito
Reprodução/Instagram Pablo Marçal

O intuito deste humilde escriba é ajudar ao leitor entender por que o candidato a prefeito de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), conseguiu chegar à liderança nas pesquisas. 

Na largada, ao seu lado, Guilherme Boulos (PSOL), apoiado por Lula --- e Ricardo Nunes, pelo Jair Bolsonaro. Além de José Luiz Datena (PSDB), Tabata Amaral (PSB) e Marina Helena (Novo).

Espelhando em Bolsonaro, Marçal misturou, o desempenho elogiado por analistas de redes de internet e alguns influencers, arrastando milhões para seu lado, a imagem de que é novo e não é como políticos profissionais, destemor, até exagerado, além de performance midiática, ao mostrar que antes de ser um empresário milionário trabalhou com Carteira de Trabalho assinada. 

Em meio a esses ingredientes postagens de vídeos a única meta de viralizar e cada vez mais fazer multiplicar o número de seguidores. Em um desse vídeos que circulou nas redes, converte um esquerdista a trabalhar, como um operário braçal. Marçal passa a imagem de ser uma luz na vida do jovem que se encontra sentado, primeiramente, para depois esse jovem saltitar usando um boné com a letra "M" na cabeça, como se tivesse se libertado.  

O professor e mestre em Ciências da Comunicação, Reinaldo Polito, entende que Marçal quer ser "um candidato antissistema, disposto a romper com as regras engessadas que se perpetuam a cada eleição. Afora Bolsonaro, que, durante a entrevista na Globo, teve a ‘ousadia’ de revelar que Roberto Marinho foi a favor da Revolução de 1964, poucos têm esse topete." 

Apesar de querer passar imagem de que não é como político profissional, Marçal é capaz de promessas fora da realidade. Como criar 2 milhões de empregos e zerar a fila de cirurgias na rede de saúde pública da capital de São Paulo. 

Diante das câmeras ou de seu público alvo tem desempenho desenvolou, articulado, com estratégia de ser como um paulistano comum, usando lingagem simples. O resultado de mix é ficar mais próximo de quem ouve sendo mais igual. "Essa autenticidade foge das características comuns dos políticos e o torna um candidato diferenciado", complementa Polito. 

Marçal, também utiliza o velho discurso no qual fala o que os ouvintes e telespectadores gostariam de falar. Segundo, Polito, explica que essa espécie de catarse faz com que o público se sinta liberado de suas emoções, quase sempre muito contidas.

Quem não se lembra quando Marçal conquistou mais eleitores, ao mostrar a carteira de trabalho para Guilherme Boulos em debate na Band. O candidato do PSOL chamou Marçal de Padre Kelmon, na tentativa de associá-lo à figura do padre quando concorreu à presidência e tumultuou o debate na Globo.

Marçal, foi rápido, sacou do bolso uma carteira de trabalho e partiu para o revide. Exibiu a carteira como se fosse uma cruz nas mãos de um padre exorcista: “Vou exorcizar o demônio com uma carteira de trabalho”. Além disso, disse que Boulos nunca trabalhou e classificou seu oponente de "vagabundo". 

Dois dias após foram registradas 70.200 menções à carteira de trabalho nas redes sociais. "Até hoje as pessoas compartilham o episódio. Essas atitudes de Marçal o tornaram bastante conhecido e mostraram uma coragem que não é tão comum nas disputas eleitorais", assinala Polito.

Tiro no pé

A estratégia de barrar Marçal nas redes sociais por parte de seus desafetos foi um tiro no pé. Marçal utilizou o fato se posicionando como uma vítima da Justiça. A "rebeldia" associada à vitimização, diga-se de passagem, muito semelhante ao estilo de Donald Trump quando triumfou em 2026, Jair Bolsonaro, em 2016 e Javier Milei vencedor este ano, não são coincidências, na visão de Polito. 

O professor e mestre em Ciência das Comunicações entende que nem sempre é possível identificar os motivos pelos quais um candidato conquista o coração do seu eleitorado, "pois há causas que passam despercebidas até por aquele que vence as eleições"

Esse estilo “rebelde”, anticonvencional foi experimentado com sucesso por Donald Trump, ao vencer as eleições norte-americanas em 2016, por Jair Bolsonaro, ao se eleger presidente em 2018 e por Javier Milei, ao conquistar a presidência na Argentina este ano. 

Polito também é professor de Oratória nos cursos de pós-graduação em Marketing Político, Gestão de Marketing e Comunicação, Gestão Corporativa e MBA em Gestão de Marketing e Comunicação na ECA-USP.

Até o momento escreveu 37 livros, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em 39 países.

 

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