
Por Maurício Nogueira
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito presidente do Senado, com 73 votos neste sábado (1) e por dois anos comandará a Casa. Foi uma vitória acachapante porque os dois concorrentes ficaram com quatro votos cada. O Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE).
O parlamentar ocupou o mesmo cargo entre os anos de 2019 e 2021, quando derrotou Renan Calheiros (MDB-AL).
Ele esteve na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), -- que permite ditar o ritmo de quais pautas serão votadas no plenário -- nos últimos anos.
Alcolumbre tem como característica trabalhar nos bastidores em meio a cargos e relatorias. A atuação levou-o ter facilidade para ser candidato de consenso, o que significou o apoio de 12 partidos desde ao PT até o PL.
Ele também é um nome forte do chamado Centrão. Tocou pautas interessantes para Jair Bolsonaro, quando ele estava na Presidência da República. Inclusive, simultaneamente, freou os ímpetos da extrema-direita após a Lula retornar ao poder se reposicionando estrategicamente.
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito presidente do Senado, confirmando o que já se sabia, depois que obteve um leque amplo de apoio de quase todos os partidos da Casa. Ele já havia ocupado o cargo entre 2019 e 2021, quando venceu Renan Calheiros (MDB) para surpresa de muitos.
Alcolumbre estevava no comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o mais importante colegiado do Senado. Isso porque o cargo tem a função de ditar o ritmo de pautas importantes no Congresso Nacional, que passam pelo crivo do colegiado para depois serem votadas no plenário.Alcolumbre tem se esmerado em ser articulador das emendas parlamentares. É um dos líderes principais.
Como acordos foram fechados para direcionar a gestão de Alcolumbre, a missão será agradar direitistas e esquerdistas, mas dando guarida às posturas de Lula na econômica. Entretanto, também terá que abarcar propostas dos bolsonaristas, com muito equilíbrio e jogo de cintura. Entre elas a questão da anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2022. Outra bandeira dos seguidores de Bolsonaro é o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre tem força política o suficiente para indicar dois ministros: Juscelino Filho, na pasta das Comunicações, e Waldez Góes, pedetista que comanda o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Veja como ficou o placar da eleição no Plenário do Senado: