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Oposição classifica plano do governo Lula contra tarifaço de “encenação”

O deputado Zucco (PL-RS) acusou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de usar o anúncio para “fazer palanque político”

Redação
Por: Redação
13/08/2025 às 19h13
Oposição classifica plano do governo Lula contra tarifaço de “encenação”
Líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS) / Facebook

Por Maurício Nogueira

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), declarou, nesta quarta-feira (13), por meio de nota, que a medida provisória (MP) de contingenciamento para proteção de empresas nacionais, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é “meramente paliativa, eleitoreira e incapaz de resolver o problema real”.

“Essa encenação não resolve o problema das empresas, não devolve mercados perdidos e não reverte a crise comercial que o próprio governo ajudou a criar. O que o país precisa é de responsabilidade, seriedade e diplomacia profissional — e não de maquiagem eleitoreira disfarçada de programa de auxílio”, alegou, em nota.

Segundo Zucco, “o maior e melhor auxílio que o governo poderia dar às empresas brasileiras seria parar de atacar os Estados Unidos — inclusive nos fóruns internacionais, como o Brics, onde Lula tem reiteradamente usado o espaço para criticar Washington e reforçar alianças com regimes autoritários e hostis ao Ocidente”.

Para o deputado bolsonarista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, usou o anúncio para “fazer palanque político”. O chefe do time econômico é considerado um dos principais sucessores de Lula.

Zucco criticou o ministro por “pintar” o Brasil como um país “plenamente democrático, sem censura e sem perseguição”. Ele afirma que o país é visto com desconfiança no exterior e envergonhado por sua política externa ideologizada.

Trouxe ainda uma indireta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Um Judiciário parcial, que promove abusos e censura contra opositores”, declarou.

O pacote apresentado por Lula nesta quarta-feira (13/8) foi exposto uma semana após o “tarifaço” de 50% sobre as exportações brasileiras. O plano de socorro deve custar ao menos R$ 30 bilhões.

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