
O projeto Um Outro Olhar realizou nesta semana mais uma etapa de suas atividades, desta vez com a introdução do sistema Braille como ferramenta de sensibilização e inclusão. A proposta levou os estudantes a conhecerem de perto os materiais e recursos utilizados na comunicação de pessoas com deficiência visual, ampliando a compreensão sobre diversidade e acessibilidade.
Embora a oficina não tenha contado com alunos com deficiência visual, a experiência buscou aproximar os jovens da realidade de quem aprende e se comunica pelo Braille, despertando empatia e consciência sobre os desafios enfrentados por pessoas cegas.
Para dar ainda mais significado à atividade, os estudantes tiveram contato com o relato do professor Fernando, que é cego e foi alfabetizado em Braille após perder a visão aos 6 anos de idade:

“Fui alfabetizado em Braille, tenho 48 anos, fiquei cego com 6 anos de idade. O Braille sempre fez parte da minha vida, me deu autonomia e cidadania. Passei por três mudanças no sistema ao longo dos anos e, graças a ele, consegui chegar onde estou. O que espero é que os estudantes entendam que inclusão não é só adaptar espaços, mas ter recepção e atitudes. Espero deixar uma sementinha para que, no futuro, tenhamos autoridades que compreendam a inclusão de forma plena.”
A fala reforça a dimensão humana e transformadora do Braille, indo além de um código de leitura: trata-se de uma ponte para autonomia, dignidade e participação social.
De acordo com os organizadores, a oficina teve como objetivo introduzir os alunos ao universo do Braille e sensibilizá-los para a diversidade. Nas atividades, os jovens puderam manipular materiais, experimentar o tato como ferramenta de leitura e refletir sobre a importância da acessibilidade como valor fundamental para uma sociedade mais justa.
O projeto Um Outro Olhar segue firme em sua missão de promover experiências educativas multissensoriais que unem literatura, arte e inclusão, fortalecendo a formação cidadã e crítica dos adolescentes envolvidos.





Serviço
Projeto: Um Outro Olhar para Leitura Dramatizada
📍 O projeto acontece em escolas públicas das regiões administrativas de Samambaia e São Sebastião, no Distrito Federal.
📅 As atividades têm duração de agosto a setembro de 2025, com oficinas, leituras dramatizadas, dinâmicas multissensoriais e atividades de sensibilização.
Escolas contempladas:
Centro de Ensino Médio 123 – Samambaia
CRESAM – Samambaia
CRE de São Sebastião
CEF Cerâmica São Paulo
Dados do projeto:
Proponente: Luis Thiago Barbosa Moraes – CEAC: 5690 – CPF: 996..-20
Termo de Ajuste: 198/2025 – Data de Assinatura: 13/02/2025
Processo nº: 00150-00009701/2024-67
Objeto: Realizar duas (2) oficinas de estímulo à leitura dramatizada com montagem cênica para alunos de duas (2) escolas públicas do Distrito Federal, adolescentes de 14 a 17 anos, com cerca de 50h/aula em cada escola. O projeto terá como resultado a realização de seis (6) apresentações: quatro (4) em cada escola contemplada e duas (2) em um Centro de Ensino Especial do DF.
Equipe técnica:
Direção de Produção: Thiago de Moraes
Produção Executiva: Marília Abreu
Assistente de Produção: Jamila Brasil
Oficina de Braille: Fernando Rodrigues
Audiodescrição: Gabriela Passos
Arte Educadora: Anna Julia Carvalho
Arte Educador: Diego Silvêira
Designer: Halline Medeiros
Social/Mídia: Halline Medeiros
Fotografia/Cinegrafista: Halline Medeiros
Assessoria de Imprensa: Halline Medeiros
📌 Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.