
O projeto Um Outro Olhar para Leitura Dramatizada foi encerrado com as apresentações da encenação da adaptação do texto A Pena e a Lei de Ariano Suassuna, protagonizada pelos próprios alunos, marcando o ponto alto de uma jornada pedagógica vivida ao longo de 2025 nas escolas públicas de Samambaia e São Sebastião. A montagem cênica final foi resultado das oficinas de leitura dramatizada, teatro e música, que estimularam o protagonismo juvenil, o trabalho em grupo, a escuta, a criatividade e a expressão oral — competências essenciais tanto para a formação cidadã quanto para o futuro no mercado de trabalho.
Ao longo do projeto, os estudantes desenvolveram habilidades como comunicação, interpretação de texto, empatia, disciplina, cooperação e autoconfiança. A vivência artística ampliou o interesse pela leitura e mostrou que a literatura brasileira pode ser acessível, viva e conectada às experiências dos jovens. “Eu tinha muita vergonha de falar em público, mas a leitura dramatizada me ajudou a me soltar. Hoje eu me sinto mais confiante até nas apresentações da escola”, contou um aluno de 15 anos. Já uma estudante de 13 anos destacou: “Aprendi que ler não é só ficar quieto com o livro. A gente pode sentir a história, usar o corpo, a música e trabalhar junto com os colegas”.
Um dos grandes diferenciais do projeto foi o compromisso com a inclusão, evidenciado pelas oficinas de Braille, que sensibilizaram os alunos sobre diversidade, acessibilidade e respeito às diferenças. Mais do que apresentar o sistema Braille, as oficinas promoveram reflexões sobre atitudes inclusivas e ampliaram a compreensão dos estudantes sobre o direito de todos ao acesso à cultura, à educação e à arte, fortalecendo valores fundamentais para a convivência em sociedade. O projeto contou com a participação de intérpretes em Libras em todas as apresentações. Também foi oferecido audiodescrição nas apresentações que aconteceram no Centro de Ensino Especial 01 de Samambaia.
Um outro olhar para leitura dramatizada agradece o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, das equipes gestoras e pedagógicas das escolas participantes — Centro de Ensino Especial 01 de Samambaia, Centro de Ensino Médio 123 de Samambaia e CEF Cerâmica São Paulo de São Sebastião — além de todos os arte educadores, artistas e profissionais envolvidos. Iniciativas como essa mostraram, em 2025, o impacto positivo da arte integrada à grade curricular, apontando caminhos para que ações semelhantes sejam ampliadas e retomadas em 2026, fortalecendo a educação pública por meio da cultura, da inclusão e da formação humana.
Ficha técnica:
Thiago de Moraes - Diretor de Produção e idealizador do projeto
Jamila Brasil e Marília Abreu - Produtoras
AnnaJu e Diego Silveira - Arte Educadores
Fernando Rodrigues - Oficina de Braille
Gabriela Vasconcelos - Figurinista










